The Future of Books
Maio 24, 2008
“My photographs are primarily a documentation of a physical evolution. I have changed a common object into a sculpture in a state of flux.” Cara Barer
Homage a Bernard
Maio 24, 2008
Há uns anos vi o Saraband de Bergman. O filme tirou-me o sono e quis escrever algo sobre a intensidade do olhar cinematográfico deste mítico realizador. Escrevi, escrevi… e no fim apaguei tudo porque, no meio de tantas palavras, não tinha dito nada. Passado pouco tempo, li a crítica que Bernard da Costa fez do filme. Dizia ele que “(Bergman) Ao acercar-se mais e mais dos quatro rostos e das quatro vozes, para além dos corpos, dá-nos a ver almas.”… e, perante esta frase, fiquei assombrada!!! dá-nos a ver almas. É preciso ser grandioso para, de forma tão simples, dizer tanto.
Para mim, escrever bem não é desfiar todas as palavras bonitas que se conhecem. Também não é usar as palavras como malabares num acto circense. A simplicidade é a forma mais agradável e difícil da escrita. Conseguir traduzir, de forma simples, ritmada e aprazível, pensamentos e eventos complexos é a consagração máxima de quem escreve (em qualquer modalidade da escrita). Foi esta a meta que Bernard, com a sua frase, me apontou. (meta longínqua, por sinal… )
A Ribbon – Devendra Banhart
Maio 3, 2008


