Fatboy Slim -THE BPA TOE JAM ft. David Byrne & Dizzee Rascal
Agosto 11, 2008
The Future of Books
Maio 24, 2008
“My photographs are primarily a documentation of a physical evolution. I have changed a common object into a sculpture in a state of flux.” Cara Barer
A Ribbon – Devendra Banhart
Maio 3, 2008
Dia Mundial do Livro
Abril 23, 2008
Porque hoje é o dia mundial do livro, deixo aqui algumas frases de um dos meus livros preferidos – “Grande sertão: veredas” de J. Guimarães Rosa.
“Digo direi, de verdade: eu estava bêbado de meu. Ah, esta vida, às não-vezes, é terrível bonita, horrorosamente, esta vida é grande!”
“A vida inventa! A gente principia as coisas, no não saber por quê, e desde aí perde o poder de continuação – porque a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada.”
“O diabo não há! é o que eu digo, se for… Existe é homem humano. Travessia.”
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Neste momento, em primeiro lugar na minha wishlist está The Night Life of Trees – de Bhajju Shyam, Durga Bai e Ram Singh Urveti, vencedor do Bologna Ragazzi Award for New Horizons, na Feira do Livro Infantil de Bolonha, 2008 (a mais importante do género).
Editado pela Tara Publishing, de Londres, é totalmente feito à mão, na Índia, e pelas imagens que pude ver é lindo. Segundo a editora, este livro é “um tributo à beleza do mundo natural e à inter-relação de todas as formas de vida”. Dá vontade de tocar, cheirar… e nos deixarmos espantar!
Banksy
Março 31, 2008

Os media vistos por Banksy
Banksy é um dos artistas mais falados do momento. Ninguém sabe ao certo quem é este homem, nascido em Bristol, provavelmente em 1974, pois ele recusa-se a dar entrevistas pessoalmente (excepção feita a alguns eleitos como Simon Hattenstone do Guardian Unlimited) e a fornecer pormenores biográficos. Ninguém sabe ao certo quem ele é mas isso também não interessa. A sua arte fala por si.
Bansky começou por ser um artista de graffiti, técnica que depressa trocou pelo stencil: “I wasn’t good at freehand graffiti, I was too slow” confessa.
Um pouco por todo o mundo, Bansky foi deixando a sua arte nas paredes das cidades por onde passou. Londres é, no entanto, a cidade “centro da acção”.
A sua obra é fortemente influenciada pelos problemas da sociedade à escala mundial, nomeadamente questões como a guerra, o poder, a autoridade e o capitalismo. Ratazanas, soldados, polícias e crianças, são alguns dos elementos/personagens recorrentes que o artista usa para passar as suas mensagens de forte carga política.
A sua obra é inserida no movimento a que se chama arte de guerrilla. Este é um tipo de arte geralmente interventivo e comprometido com valores sociais sobre os quais pretende fazer reflectir. (No entanto, alguns artistas apenas usam as suas obras de guerrilla para auto-promoção.) As obras são realizadas e deixadas para “apreciação” em espaços públicos causando assim alguma surpresa nos transeuntes. A rua torna-se o espaço de exposição, o museu ou galeria.
Tão interessantes como os seus “desenhos” são as suas (outras) intervenções artísticas. Em 2004 colocou uma Mona Lisa alterada no Louvre. Em 2005, Banksy colocou outras obras de arte subversivas em quatro museus de Nova Iorque e na galeria Tate, em Londres. Em 2006 trocou 500 cds de Paris Hilton por cópias alteradas (que são hoje bem mais caras do que os originais). No mesmo ano, em Setembro, o artista colocou um boneco insuflável, vestido como um prisioneiro de Guantánamo, na Disneylândia. E estes são apenas alguns exemplos(ver site oficial).
Arte?
Muita gente rotula a sua arte de puro vandalismo. Apesar de pessoalmente discordar de tais afirmações serve a crítica para relançar questões (algumas tão antigas como o próprio homem) como: o que é arte?; onde acabava o vandalismo e começa a arte?; serão os museus (e instituições do género) quem dita o que é arte ou não? Etc…
A verdade é que o (estranho) mercado da arte já se rendeu a Banksy. As suas obras têm atingindo valores surpreendentes. A sua popularidade não se esgota na qualidade das obras. A facilidade de leitura das suas “mensagens” é, provavelmente o grande factor que o catapultou para a fama. Em Fevereiro de 2007, os donos de uma casa que Banksy tinha “vandalizado” decidiram vendê-la. Acabaram foi por vender o mural, que veio com uma casa atracada. A câmara de Bristol também já determinou a preservação de todas as obras de Banksy na cidade. “Estamos cientes de que ele é bastante valioso e temos instruções específicas para que nenhum mural de Banksy seja removido”, afirmou Gary Hopkins, do conselho municipal de Bristol.


